Déficit orçamentário americano chega a US$ 176,2 bilhões em março – Confira com Marcio Alaor do BMG

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos informou, no último dia 12 de abril, que os gastos federais do país excederam a receita em US$ 176,2 bilhões no mês de março. O déficit orçamentário anual dos EUA permaneceu próximo de seu nível mais alto em três anos durante o mês de março, em um quadro de receita estável do governo e maiores gastos federais, reporta o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Fazendo uma comparação anual, o déficit orçamentário teve aumento de US$ 68,2 bilhões. Ao longo dos seis primeiros meses do ano fiscal, o déficit foi cerca de 15% maior na comparação com igual período ano anterior.

Marcio Alaor, do Banco BMG, destaca que o que têm pesado sobre as finanças do governo americano são os resultados corporativos fracos nos últimos anos, isso em meio a um crescimento econômico global modesto, preços de energia mais baixos e ao dólar forte. O envelhecimento da população do país é outra situação que deve continuar a puxar o déficit para cima, visto que, quanto mais a população fica velha, mais ela necessita de gente qualificada para cuidar dela – desta forma, os gastos do governo continuam a aumentar.

Ao longo dos últimos 12 meses, o déficit ficou em 651,5 bilhões, de US$ 460,6 bilhões nos 12 meses anteriores, noticia Marcio Alaor do  BMG. O Escritório Orçamentário do Congresso, porém, anunciou em janeiro que tem expectativas de que o déficit recue no atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro, e que caia novamente no próximo ano, antes de começar a avançar mais fortemente ao longo da próxima década.

Em 2016

Em meio a uma recuperação da economia que vinha acontecendo nos últimos anos – e, desta forma, construindo uma tendência de queda dos déficits americanos – no ano fiscal de 2016, os números se inverteram. A desaceleração do crescimento das receitas federais e o aumento dos gastos do governo empurraram, desta vez, o déficit dos EUA para cima – isso, pela primeira vez desde o ano de 2011, aponta o executivo do BMG, Marcio Alaor.

De acordo com o Departamento do Tesouro, no ano fiscal de 2016, que terminou em 30 de setembro, o déficit orçamental do governo americano subiu para US$ 587 bilhões, até 34% em relação ao ano fiscal de 2015.

Marcio Alaor, do Banco BMG, ressalta que, como resultado disso, o déficit subiu para 3,2% do Produto Interno Bruto (PIB), em linha com a média que foi executada ao longo dos últimos 40 anos e um aumento de 2,9% do PIB em 12 meses até agosto. Medido como proporção do PIB, desde 2009, foi a primeira vez que o déficit aumentou.

Taxa da Selic cai um ponto percentual e confirma as expectativas dos especialistas financeiros – Com Marcio Alaor

Um ponto percentual – assim como esperavam os economistas, líderes empresariais e políticos – foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), no último dia 12 de abril, para a redução da taxa básica de juros da economia brasileira, ou seja, da taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Ela passou de 12,25% para 11,25% ao ano. Quem noticia o fato é o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

A aposta dos analistas para esse valor baseou-se na própria indicação do Banco Central – que, no início de março, sinalizou que iria acelerar o ritmo de redução dos juros. Marcio Alaor aponta que o corte, de um ponto percentual, foi o maior em oito anos, desde março de 2009, e levou a Selic ao menor patamar desde outubro de 2014 – quando a taxa estava em 11% ao ano.

Por meio de comunicado, o BC informou que “essa intensificação moderada [do ritmo de corte] em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada”. Críticos financeiros, contudo, não concordam, ressalta o executivo Marcio Alaor, do BMG. Para eles, com a inflação caindo mais rapidamente do que o esperado, a autoridade monetária deveria estar agindo mais rápido para levar os juros para abaixo de 10% e, desta forma, tirar a maior economia da América Latina da pior recessão em décadas.

Segundo os economistas, a inflação caiu de mais de 10% em 2016 para 4,57% no último mês de março, e o Banco Central não acompanhou o ritmo. Marcio Alaor reforça que a taxa de juros ficou em 12,25%, ou seja, uma queda de apenas dois pontos percentuais após quatro cortes consecutivos – e ainda está entre as mais altas de qualquer das economias do Grupo dos 20 (G20).

“Esses cortes são muito pequenos para o tamanho do rombo”, afirma a gerente do Departamento de Competitividade, Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Maria Cristina Zanella, que ainda acrescenta -“Quanto mais rápido chegarmos a 8/8,5%, melhor”.

As reduções esperadas

De acordo com previsões de analistas das instituições financeiras, o Comitê de Política Monetária, nos próximos meses, continuará a reduzir a Selic e a taxa chegará ao 8,5% ao ano no fechamento de 2017 – a redução da taxa para apenas um dígito é algo que não acontece desde o final de 2013, sobressai o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

O Banco Central avalia que, neste momento, o atual ritmo de corte é “adequado” – isso significa que a autoridade monetária deve manter o mesmo percentual de redução dos juros no próximo encontro do Copom, que está previsto para os dias 30 e 31 de maio. “Entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo [de redução dos juros]”, pondera o BC.

 

Marcio Alaor do BMG, reporta análise feita pelo Banco Mundial que revela o novo perfil da pobreza no Brasil

A crise econômica brasileira, dentre muitas consequências, levou muita gente para baixo da linha da pobreza. Uma análise publicada em fevereiro deste ano, pelo Banco Mundial, estima que, por conta da instabilidade econômica do país, o número de novos pobres no Brasil fique entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano – dependendo de como a economia irá se manter em 2017. O vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor, apresenta os dados divulgados.

Primeiro é preciso entender que, de acordo com a análise do Banco Mundial, são considerados pobres aqueles com renda per capita abaixo de R$ 140 por mês. Conforme a instituição, os “novos pobres” são pessoas “mais jovens, qualificadas, que residem em áreas urbanas, vinham trabalhando no setor de serviços e são brancas”.

Marcio Alaor do BMG, explica que essa “nova pobreza” vem mais das áreas urbanas porque nas áreas rurais as taxas já são, historicamente, mais elevadas. Ela também é mais forte no Sudeste, pois, da mesma forma, o Nordeste já possui uma taxa maior da pobreza estrutural. A mesma lógica vale na comparação racial. A proporção de brancos é maior entre os não pobres, no entanto, a probabilidade de que eles componham a maioria dos “novos pobres” é bastante grande.

O Banco Mundial salienta, ainda, que os estruturalmente pobres têm uma média de qualificação bem mais baixa do que os não pobres, mas essa situação difere-se em relação aos “novos pobres”. A instituição explica que “a proporção de pessoas qualificadas no pool de ‘novos pobres’ é quase tão alta como no pool de não pobres. Isso implica que a atual crise econômica deve empurrar para a pobreza pessoas qualificadas que em outras circunstâncias permaneceriam acima da linha de pobreza” – o que se justifica por conta da queda dos salários reais e pelo aumento do desemprego, que foi de 9% para 12% entre o final de 2015 e o final de 2016, sobressai o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Uma possível saída 

Segundo a análise do Banco Mundial, umas das maneiras de evitar o aumento da pobreza extrema, seria o governo federal aumentar o orçamento do Bolsa Família neste ano para R$ 30,4 bilhões. “A profundidade e duração da atual crise econômica no Brasil cria uma oportunidade para expandir o papel do Bolsa Família, que passará de um programa redistributivo eficaz para um verdadeiro programa de rede de proteção flexível o suficiente para expandir a cobertura aos domicílios de ‘novos pobres’ gerados pela crise”, diz a instituição.

Todavia, Marcio Alaor do BMG, acentua o que o próprio Banco Mundial afirma – o ambiente desafiador de consolidação fiscal no país dificulta o acréscimo do orçamento destinado à rede de proteção social. Para esse ano, por exemplo, o orçamento previsto para o Bolsa Família é de R$ 29,8 bilhões.

O benefício

O Bolsa Família é concedido a famílias extremamente pobres – ou seja, com renda per capita mensal de até R$ 85; e pobres – com renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170. Vale ressaltar que o recebimento mensal do benefício está condicionado à frequência escolar e ao uso de serviços de saúde materno-infantil.

O executivo do BMG, Marcio Alaor, reporta que, de acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS), estavam previstas para receber o benefício em fevereiro mais de 13,6 milhões de famílias. O valor médio do recurso é de 179,62 reais, mas varia conforme o número de membros da família, a idade de cada um e a renda declarada ao Cadastro Único para Programas Sociais do governo.

FONTES

1 e 2

Indenizações a elétricas são aprovadas pela Aneel, o que prevê impacto de 7,2% nas tarifas – com Marcio Alaor

No dia 21 de fevereiro, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um aumento da receita das empresas transmissoras de eletricidade – com isso, a instituição estima que a alta nesse encargo deverá ter um impacto médio de 7,2% no momento dos reajustes tarifários das distribuidoras em 2017, embora outros fatores possam influenciar para cima ou para baixo nesse percentual. Quem noticia o acontecimento é o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

A medida da Aneel é para quitar cerca de R$ 54,4 bilhões em indenizações devidas pela União às empresas transmissoras de eletricidade desde o final de 2012. Na época, as elétricas aceitaram renovar antecipadamente contratos de concessão em condições propostas pelo governo, informa Marcio Alaor, do BMG, e que o governo, prometeu indenizá-las por investimentos ainda não amortizados em troca de um novo contrato com forte corte de tarifas – a intenção era estimular a indústria e o consumo. Contudo, uma definição sobre o pagamento efetivo das compensações, por anos, foi sendo adiada – e um dos motivos foi, justamente, por conta do enorme impacto tarifário gerado.

A ideia é que os pagamentos para as transmissoras de eletricidade comecem a ser realizados já no mês de julho e se estendam por oito anos. Marcio Alaor, do Banco BMG, acentua que o plano inicial do governo era pagar essas compensações com um fundo do setor elétrico criado especialmente para isso – a chamada Reserva Global de Reversão (RGR). No entanto, outros usos já sugaram o que havia disponível nessa conta e levaram o governo a optar pelo repasse às tarifas. Desta forma, os recursos para isso serão arrecadados por meio do encargo cobrado nas contas de luz dos brasileiros.

O diretor da Aneel, Reive Barros, que é o responsável pelo processo sobre as compensações na reguladora, explica que “isso era para ter sido pago em 2013, e não foi pago. O fato de não ter sido pago naquela época imputou um valor para o consumidor, que não teve nenhuma gestão na decisão de pagar ou não pagar”. Ainda segundo Barros, o valor original das indenizações é de R$ 19,2 bilhões e que os outros R$ 35,2 bilhões serão pagos somente em componentes financeiros devido ao adiamento.

Entre as principais empresas de energia elétrica beneficiadas pelas indenizações estão subsidiárias da Eletrobras, a privada Cteep e as estaduais Cemig e Copel, reporta o empresário do BMG, Marcio Alaor.

As Indenizações possuem juros e correção financeira

O executivo do Banco BMG, Marcio Alaor ainda reporta que essa longa discussão sobre as indenizações não desagrada somente o consumidor, mas também os investidores, que praticamente desapareceram dos leilões para concessão de novos projetos de transmissão entre 2013 e 2016, quando o governo publicou uma portaria que prometia começar os pagamentos neste ano. Além disso, toda essa demora ajudou a piorar o problema, visto que, as indenizações contam com direito a correção financeira, como por exemplo, os famigerados juros.

FONTE

 

Indicador do SPC e CNDL mostra que a maioria dos brasileiros não costuma guardar dinheiro – Veja com Marcio Alaor do BMG

Você é o tipo de pessoa que costuma economizar dinheiro? Habitualmente, reserva uma parte do seu orçamento para a poupança? Faz isso com planejamento e regularidade? Se as suas repostas foram sim, você difere-se da maioria da população brasileira.

De acordo com o novo indicador de reserva financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), em janeiro, 62% dos consumidores brasileiros afirmam não guardar dinheiro nem possuir uma reserva. O vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor, executivo que reporta os dados da pesquisa, destaca que o levantamento apontou também que 29% dos entrevistados dizem guardar apenas o que sobra do orçamento e somente 7% deles reservam um valor fixo por mês.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, alerta – “A formação de uma reserva de dinheiro é um tópico fundamental para o equilíbrio das finanças pessoais, mas tende a ser negligenciada por boa parte dos consumidores. A consequência disso é que, se deparados com um acontecimento imprevisto, muitos acabam inadimplentes”.

Marcio Alaor conta que, de acordo com o indicador, nas classes A e B, 58% dos entrevistados garantem que são poupadores habituais – independentemente de o valor ser fixo ou não. Nas classes C, D e E, porém, esse percentual cai para 30%.

Roque Pellizzaro diz que o hábito de poupar dinheiro – seja para eventuais emergências ou apenas para questões de tranquilidade financeira – não é um costume para a maioria dos brasileiros. Ainda, quando o brasileiro poupa, na maioria das vezes, não algo planejado, mas apenas o que sobra do orçamento, realça Marcio Alaor, do Banco BMG.

O que seria o ideal?

Não é novidade para ninguém que economizar não é uma tarefa fácil para todos. Algumas pessoas não contam com um orçamento muito alto, o que dificulta a situação. Já outras são extravagantes em seus gastos e não costumam administrar bem o orçamento mensal, por maior que ele seja. No entanto, Marcio Alaor acentua que existe uma fórmula considerada ideal pela maioria dos estudiosos da área no quesito economizar.

O educador financeiro da Trovó Academy, Robinson Trovó, por exemplo, enfatiza que para uma pessoa enriquecer ou, ao menos garantir um futuro confortável, ela precisa gastar menos do que ganha, obviamente. Isso possibilita que ela tenha uma reserva de emergência e invista ao menos 10% de sua renda líquida todo mês em investimentos que paguem juros acima da inflação.

A proporção considerada ideal pelos especialistas, seria a seguinte:

  • 70% da renda líquida usada para despesas;
  • 20% para reserva de emergência;
  • 10% para investimentos.

O empresário Marcio Alaor reproduz um exemplo para explicar melhor a fórmula: Digamos que você ganhe R$ 5.000 líquidos – isso já considerando todos os descontos da folha de pagamentos – então, você deveria reservar R$ 500 reais para investir, R$ 1.000 para reserva de emergência e R$ 3.500 para as despesas. Desta forma, o seu planejamento financeiro estaria bem encaminhado. Então, quem sabe vale a pena tentar.

Netflix anuncia o maior crescimento de usuários desde que foi fundada – com Marcio Alaor

 A Netflix, uma provedora global de filmes e séries de televisão via streaming, anunciou no último dia 18 de janeiro, o seu maior aumento trimestral de usuários desde o lançamento dos seus serviços de streaming por assinatura, há cerca de dez anos – o que pode gerar novos recordes históricos em relação a sua ação na bolsa de Nova York, que já subia mais de 8%. Quem reporta a notícia é o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

De acordo com a empresa, o número de usuários chegou a 93,8 milhões no fim de dezembro – isso significa um aumento de 7,05 milhões em apenas três meses, salienta Marcio Alaor. Vale ressaltar que a previsão de aumento da Netflix para esse período, comunicada em outubro de 2016, era de apenas 5,2 milhões. Em sua carta trimestral, destinada aos acionistas, a diretoria da empresa disse que “foi o maior trimestre em termos de contagem líquida da história, pelo aumento de assinantes tanto nos Estados Unidos como no exterior”.

Especificamente, Marcio Alaor do BMG aponta que foi um aumento de 1,93 milhão de usuários nos Estados Unidos e 5,12 milhões no exterior – neste último, a empresa atualmente, está intensificando os esforços, já que é nele que se encontram 47% de seus clientes. Para o primeiro trimestre de 2017, a companhia está otimista e, novamente, diz esperar aumentar sua audiência em 5,2 milhões de usuários – a ideia, contudo, é que, destes, 3,7 milhões venham do exterior.

A Netflix

Fundada em 29 de agosto de 1997, nos Estados Unidos, a Netflix é, atualmente, o principal serviço de TV por Internet do mundo. São mais de 93 milhões de assinantes distribuídos por cerca de 190 países.

Os clientes da empresa, desde que possuam uma tela com conexão a internet, têm à disposição mais de 125 milhões de horas de filmes, séries e documentários por mês. Marcio Alaor do BMG, reporta ainda que a companhia investiu e levou até os seus assinantes o conceito de praticidade – quem paga pelo serviço pode assistir a quantos filmes e séries desejar, em qualquer local e hora, e ainda têm a opção de pausar e voltar o programa e assistir a um título sem comerciais.

Foi em 19 de julho de 2010, que a Netflix anunciou que faria a primeira expansão no mercado internacional da empresa, e lançaria seu serviço de streaming para o Canadá. Foi por apenas US$ 7,99 ao mês que, em 22 de setembro de 2010, a Netflix tornou-se disponível no país, noticia o executivo o Banco BMG, Marcio Alaor .  No Brasil, ela iniciou as atividades em cinco de setembro de 2011.

Pequenas e microempresas terão 8,2 bilhões de reais em crédito para os próximos dois anos – com Marcio Alaor

No último dia 18 de janeiro, o governo federal anunciou a liberação de 8,2 bilhões de reais em financiamentos para pequenas e microempresas. O Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão as duas instituições que terão o dinheiro disponível para os empréstimos nos próximos dois anos, a partir do mês de março, reporta o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

Além disso, na lista do programa chamado de “Empreender Mais Simples: Menos Burocracia, Mais Crédito”, está um investimento de 200 milhões de reais na melhoria de dez sistemas informatizados para auxiliar na desburocratização e gestão de empresas. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que é uma das instituições responsáveis pelo programa, os primeiros módulos devem ser lançados já em fevereiro deste ano.

Além do governo federal, as duas medidas são promovidas pelo Sebrae e Banco do Brasil, informa Marcio Alaor do BMG. A ideia é reduzir a burocracia que, atualmente, precisa ser enfrentada pelos empreendedores e orientá-los para que eles consigam buscar as verbas que irão ajuda-los a expandir o negócio.

Sete, dos 8,2 bilhões de reais disponibilizados, sairão do Banco Nacional. Para esta modalidade, o prazo de pagamento das pequenas e microempresas será de até 60 meses, a carência de até 12 meses e os encargos totais serão a partir de 1,63% ao mês. O restante do dinheiro, ou seja, o 1,2 bilhão que falta, sairá de uma linha de empréstimo do Banco do Brasil, que conta com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme reporta o executivo do BMG, Marcio Alaor.

Quem tirar empréstimo por meio dessa segunda modalidade poderá realizar o financiamento com contratação simplificada. O prazo para o pagamento será de até 48 meses, haverá isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), as taxas de juros serão a partir de 1,56% ao mês, e a carência para a quitação da primeira parcela do valor principal de até 12 meses.

Contudo, é preciso estar atento ao fato de que a o empreendedor precisará garantir, até um ano após a contratação do crédito, os empregos gerados e a renda, alerta o executivo Marcio Alaor. Além disso, caso o empreendimento tenha mais de dez empregados, o dono deverá contratar um jovem aprendiz em, no máximo, seis meses depois de efetuado o empréstimo.

Campinas, Cuiabá, Curitiba, Manaus, Mossoró, Natal, Ribeirão Preto, Sinop e Vitória são as primeiras nove cidades que terão, já em fevereiro, agentes especializados do Sebrae para prestar consultorias às empresas que desejarem aderir aos empréstimos. Em seguida, a partir do mês de março, a expectativa é de que o convênio esteja com cerca de 500 agentes espalhados por todo o país, sobressai Marcio Alaor, do Banco BMG.

 

Lista de sistemas que, segundo o Sebrae, serão modernizados:

  • Implantação do sistema Redesimples;
  • Documentos fiscais eletrônicos das micro e pequenas empresas;
  • E-Social;
  • Processo de restituição automatizada do Simples Nacional;
  • Pedido eletrônico de isenção de IPI e IOF;
  • Pedido simplificado de restituição e compensação;
  • Repositório nacional de dados do Simples Nacional;
  • Aprimoramento do Portal do Empreendedor e Conta Corrente (fiscal) do MEI;
  • Sistema de pagamento do Simples Nacional por modalidades eletrônicas;
  • Sistema de parcelamento do Simples Nacional.